Luzes apagadas e desejo ardente

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Uma pessoa me perguntou se uma mulher cristã pode se envolver com eventos promovidos com fins de ensinar às mulheres a arte da sedução, promovendo assim o chamado “empoderamento da mulher”. Foi pedido que minha resposta estivesse pautada na Palavra de Deus. Como não foi a primeira que me vi discutindo o assunto entre cristãos, resolvi escrever este post, na esperança de que outras pessoas possam ser alcançadas.

Começo dizendo que marido e mulher estarem atraentes um para o outro em sua intimidade é louvável e deve ser preservado para este momento bíblico e tão empolgante da vida, que é o sexo. Seduzir no sentido de conquistar todos os dias é uma ótima ferramenta para a manutenção de uma vida sexual saudável no casamento.

Entretanto, o que hoje vem sendo chamado de sedução, na verdade são propostas oferecidas por alguns “cursos para mulheres”, onde elas aprendem a serem poderosas, a terem o controle da relação por meio da sexualidade, com o uso de “brinquedos” comprados e sexshops, “técnicas” e por aí vai, sempre explorando a insegurança feminina, prometendo mais auto-estima, afirmação e afins.

Bom, pensemos sobre o casamento cristão, pois vou partir do princípio bíblico que uma das maiores maravilhas que Deus criou, o sexo, é para ser desfrutado entre pessoas casadas entre si.

EFÉSIOS 5
21 Sujeitem-se uns aos outros por temor a Cristo.
22 Esposas, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor.
23 Pois o marido é o cabeça da esposa, como Cristo é o cabeça da igreja. Ele é o Salvador de seu corpo, a igreja.
24 Assim como a igreja se sujeita a Cristo, também vocês, esposas, devem se sujeitar em tudo a seu marido.
25 Maridos, ame cada um a sua esposa, como Cristo amou a igreja. Ele entregou a vida por ela,
26 a fim de torná-la santa, purificando-a ao lavá-la com água por meio da palavra.
27 Assim o fez para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, ruga ou qualquer outro defeito, mas santa e sem culpa.

A passagem acima define os papéis do homem e da mulher no casamento. A esposa tem o papel de ser submissa ao seu marido, como para o Senhor. Essa sujeição existe em função do propósito do casamento, e não em função do gênero, é uma sujeição de papéis. Todo agrupamento humano precisa de um líder, com a família não é diferente, e aprouve a Deus colocar esta enorme responsabilidade sobre o os ombros dos homens. Vale ressaltar, ainda, o final do versículo 22: a mulher deve ser sujeita “como ao Senhor”, logo, essa submissão não é ao pecado do homem, mas sim a um homem que tenha Cristo como cabeça, portanto uma submissão à santidade masculina, de alguém que a ama como Cristo amou a igreja, a ponto de se entregar por ela. Assim, um homem não deve machucar uma mulher quando for exercer o papel de cabeça. Sim, podemos errar, e até demorar para aprender – para isso há arrependimento, confissão, abandono do erro, o perdão, a misericórdia e a graça. E compromisso.

O homem, por sua vez, tem o papel de amar a mulher e até entregar a vida por ela se for preciso, baseado no amor de Cristo por Sua igreja, que O fez morrer por nós na cruz. Claro que nenhum ato sacrificial por parte do marido tem efeito redentor na vida da mulher, uma vez que o próprio marido precisa de um Salvador, Jesus. Mas, seus efeitos são para fins de proteção, cuidado, apoio, compreensão e preservação da sua esposa. Sim, a esposa vai errar com o marido também, mas, para isso, há o mesmo arrependimento, confissão, abandono do erro, o perdão, a misericórdia e a graça. E compromisso.

Bom, dito isso, a pergunta é: esses papéis bíblicos e seus princípios de praticá-los tendo Jesus como referência, refletem-se também na intimidade do casal? Ou o casal os deixam de lado quando vão para a cama? Claro que não, pois Jesus é Senhor de toda a vida daquele que se entregou a Ele como Salvador. Assim, imagine Jesus no seu quarto, sentado ao lado da sua cama observando a seguinte cena: uma mulher dominadora sobre um homem, talvez usando um chicote… isso encontra reflexo na estrutura do relacionamento conjugal que foi exposta acima, baseada na Palavra de Deus? Qual seria o pensamento de Cristo nesta hora? Ele iria achar que a cena estava de acordo com Sua Palavra, a Bíblia, ou com o livro “50 Tons de Cinza”? Assim, a cena acima teria base nas Escrituras? Confirmaria os papéis bíblicos ou os distorceria?

“Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso” (Efésios 5:12).

Entende, a questão é muito cultural. O mundo já não se satisfaz sexualmente com o que se satisfazia antes, e tem buscado novas coisas. Além disso, o feminismo tem adentrado as mentes de incontáveis mulheres, colocando-as, sob esta cosmovisão, como o centro de tudo – retirando Cristo de lá para as cristãs que se deixam influenciar por esta ideologia.  Um movimento “feminino”, vamos chamar assim, que preserva e garante igualdade entre mulheres e homens socialmente é louvável e bíblico. Mas, quanto ao feminismo, este tem destruído famílias dentro e fora da igreja, sob o pretexto de “empoderar” a mulher.

Tal empoderamento tem simplesmente o seguinte efeito prático: o homem deixa de ser o cabeça da casa, assumindo esta tarefa a mulher, causando uma troca não autorizada pelas Escrituras. Também Cristo deixa de ser o cabeça do homem, que passa a servir ao sexo, à sedução, e afins. Sim, mesmo entre um casal casado isso pode acontecer, e mesmo com cristãos, em função do pecado que habita o coração de cada um, a mulher também é tentada pelo poder – e como – e o homem, como já é bem conhecido, curva-se ao sexo como um “deus” (o que daria vantagem da mulher sobre o homem… e esta é a estratégia!).

Agora, uma coisa que estas mulheres parecem não ponderar, cegas pelo desejo de poder, é o prejuízo que elas estão entrando. Um homem que é atraído pela sedução e desempenho da mulher na cama, precisa ser mantido desta mesma maneira, pois, do contrário, irá embora (até porque a “concorrência é grande”, se as coisas forem mantidas neste nível). Mas, a situação fica ainda pior: o dia que a mulher não puder mais oferecer seus encantos e beleza ao homem, será tarde, pois seu marido foi ensinado a ser “fiel” ao “poder” de sedução, que é externo – e não a fortalecer um relacionamento com comunhão e amor, o que é interno. Foi uma construção feita sobre a areia – e não sobre sólido alicerce. Isso significa que a mulher está plantando um divórcio para o futuro, pois o homem irá atrás de outra mais nova e com aquilo que o atraiu e se acostumou (sim, os homens se viciam nisso). Não, nenhum relacionamento se alicerça de verdade sobre o sexo; por mais maravilhoso que ele seja, mas não foi criado por Deus para ser a base – o texto de Efésios acima deixa claro que a base é Cristo e a Sua Palavra.

“Os encantos são enganosos, e a beleza não dura para sempre, mas a mulher que teme o Senhor será elogiada” (Provérbios 31.30)

Se não seguirem a Palavra de Deus, empoderando Cristo em suas vidas, mas a si mesmas, MUITAS mulheres estarão FRUSTRADAS num futuro breve; acreditando elas ou não nisso. Assim, um casamento precisa se alicerçar sobre fé e companheirismo, o que se dá pelo cumprimento dos papéis bíblicos de ambos, exercendo-os como para o Senhor, ou seja, Cristo não só participa, mas governa todas as coisas.

Sensualidade não é errado, mas… existe limite nesta área para o cristão? Sim, como em todas as outras, pois, “Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine” (1 Coríntios 6:12), e o problema que temos visto hoje é que o crente tem definido suas escolhas com base no mundo e não na fé – até mesmo nesta área.

A ideia cristã não é deixar o pecado sexual no mundo e restringi-lo à quatro paredes, mas é não pecar.

Sabe, vejo muitos crentes com uma mentalidade em nível raso, perguntando: “isso pode? Isso não pode?” Referindo-se, por exemplo, a compras em sexshop e ao uso desses produtos na relação sexual do casal. Honestamente, isso me parece mais falta de foco da missão do crente. O sexo é para ser desfrutado, o discípulo de Cristo é um ser humano que tem sexualidade como qualquer outro e biblicamente o sexo é uma parede de proteção para o casal, contra as tentações do diabo, mas, não é para ser adorado. A questão é foco e propósito.

Por fim, quando não é um problema de poder, a justificativa de algumas mulheres é que se não fizerem certas coisas seus maridos serão tentados a fazer com outras na rua. Como eu disse, esta postagem trata de um casal cristão, onde marido e mulher são convertidos. Assim, se este for o caso, o problema a ser tratado está na mente deste discípulo de Jesus Cristo, o marido, que precisa trilhar seu caminho de santificação com Deus e colocar tais desejos na cruz.

O cristão deve ser a luz do mundo, mas vejo muitas luzes se apagando e ardendo em desejo pelo o que Pedro disse ser a cobiça da carne e dos olhos (1Jo 2.15-17). O mundo tem conseguido, através do sexo, tirar o foco da vida de muitos cristão, mesmo que eles trabalhem muito em suas igrejas (até porque se trabalho fosse sinônimo de santidade, judas não teria sido reprovado).

Precisamos de crentes mais preocupados com seu discipulado, logo com a pureza, do que com as “últimas novidades da área”. Se for o seu caso, avalie: o que tem despertado o desejo de tais coisas “diferentes” para o sexo? O mundo ou a Palavra de Deus? Leia a Bíblia, o livro de Cantares, se você está precisando de inspiração para a sua vida íntima. O verdadeiro Deus do sexo, nosso Criador, é que deve ser adorado e não a sua obra, que deve apenas ser desfrutada para nossa alegria, prazer e satisfação.

Em Cristo Jesus, nosso Senhor,

Pr. Leandro Hüttl Dias

 

 

2 comentários em “Luzes apagadas e desejo ardente

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