Dos pastores sem (ou insuficiente) reconhecimento

Por Leandro Hüttl Dias
Nestes nossos tempos de escândalos em igrejas evangélicas, tanta farra de dinheiro e casos escusos, podemos aproveitar a oportunidade para levar o bom Evangelho ao mundo.
Explico. Você, cristão, no meio disso tudo, pode disser à alguém: “faça uma visita à minha igreja, lá você não vai encontrar essa ‘pedição’ de dinheiro; lá tem o ensino puro da Bíblia, fala-se de Deus e da Palavra, só. Nosso pastor é muito gente boa, calmo, discreto – você vai gostar”. Contudo, você só pode fazer isso se sua igreja for assim realmente (raro, mas existente). Se for, você poderá oferecer um contraste aos caos estabelecido, que são as vendas de igrejas(!), a inexistência da Palavra de Deus nos púlpitos, a ganância de muitos “religiosos”… Isto poderia ser um contraste estupendo!
Contudo, se muitas igrejas valorizassem seus pastores, investissem neles e em suas famílias – na verdade cumprindo apenas seu dever de cuidar (1 TM 5:17-18, 1 CO 9:14), então poderíamos ter mais igrejas assim. Entendo que há homens, sem vocação para o pastoreio, ou sem chamado para o tempo integral na obra que querem se encostar. Contudo, há os que trabalham exaustivamente porque precisam sustentar sua família, mas não tem mais o chamado para labutar secularmente, contudo são árduos no ministério, por direção de Deus. Porém não tem o reconhecimento da sua liderança afim de exercer a vocação, sendo que Deus deixou instruções claras na Bíblia para arrecadação e distribuição de recursos (e para o assunto em pauta dê uma conferida em 1 CO 9:9-10). Como os lideres poderiam avaliar isso, para não haver prejuízo à igreja por sustentar alguém sem chamado integral, mas também nem dos que são verdadeiramente vocacionados para tanto? Pelos frutos. Nada mais simples, puro e bíblico.
Há grandes igrejas que gastam uma fortuna para trazer celebridades evangélicas que vão trazer fogo de palha, e poderiam reverter este recurso para muitos meses de sustento de um ministro, que, dentro do perfil em comento, iria semear a boa semente no coração dos jovens e adultos, e zelar, para que eles tenham crescimento e maturidade espiritual. Os shows evangélicos têm o seu lugar, mas somente depois da igreja ter uma estrutura ministerial/espiritual boa. Esses eventos podem acontecer, mas não são a base de uma vida cristã com Jesus.
É uma pena quando igrejas perdem grandes ministros por cegueira espiritual. O corpo padece.
Se você tem uma igreja que é sal da terra e luz do mundo no meio de tantos perdidos (evangélicos, católicos ou mundanos), ore a Deus para conservá-la. Se você tem um ministro assim, honre-o (certamente um ministro de verdade não irá se orgulhar e se envaidecer – se o fizer não está no rol desta mensagem). Se você não cuidar e não honrar, tudo bem, porém Deus o fará, porque é fiel, e irá promover aquelas pessoa (ou aquelas pessoas), quiçá levá-lo(s) para outro lugar. Entende-se por promover não ficar rico, mas ser reconhecido, ter dignidade e estrutura para a vida, afim de servir ainda mais e melhor. Mas aí, então, sua comunidade pode passar por sérios problemas.

Pense nisso.

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”2 Crônicas 7:14

4 comentários em “Dos pastores sem (ou insuficiente) reconhecimento

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  1. Este é um assunto que deveria ser mais discutido, não somente em seminários, mas dentro das igrejas. Os pastores se transformaram em profissionais liberais (não todos, graças a Deus – literalmente), e as igrejas (pessoas) tem muito a ver com isso. Há retorno? creio que sim, mas será doloroso, talves algo parecido com a dor causada pela Reforma Protestante no século XV.

    Leonel Vieira

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  2. Tiago, graça e paz!
    Que bom que está lendo, obrigado pela participação. Desejo neste espaço expor o que Deus coloca em meu coração e mente; segundo as Escrituras.
    Já terminei o seminário sim. Foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. Posso dizer que tenho um momento na vida a.C (antes de Cristo) e outro d.C (depois de Cristo); e na caminhada de fé um momento a.t. (antes da teologia) e outro d.t. (depois da teologia), pela graça.
    Agraços fique com Deus!

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  3. Leonel, graça e paz! O assunto é sério porque a falta de atenção com ele pode gerar extremos. De um lado pastores comprometidos são insuficientes remunerados e não conseguem viver do Evangelho, como diz a Escritura. De outro temos outros que não querem viver do Evangelho, mas enriquecer com o Evangelho, o que é infernal.
    Conheço pastores que deixaram suas empresas próprias para pregar o Evangelho e que ainda mantém-se financeiramente do seu negócio próprio administrado por diretores, assim não precisam de salário da igreja (até ajudam muito). Contudo, não são todos que tem esse privilégio e precisam ser atendidos não por caridade, mas por reconhecimento ao trabalho que gera fruto para o Reino.
    Sempre que tivermos a oportunidade devemos levantar o assunto para mostrar o erro (os dois extremos) e promover o equilíbrio. Porém sempre pela graça, segundo as Escrituras, senão vira só crítica e não busca do bem.
    Abraço!

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