A solução dos cultos

Quero aqui registrar uma opinião e visão. Creio firmemente, e já faz um tempo, que trazer o conteúdo do discipulado ou escola dominical para os cultos de domingo, com seriedade, E INSISTÊNCIA, ajudaria a igreja, principalmente em nosso século do conhecimento.

Calvino já fazia isso, chegando a abolir a música (não precisa tanto) do culto e concentrando-o NAS ESCRITURAS. Os pregadores puritanos também… e muitos outros. Porque alguns fizeram assim sem unção (não é o caso dos exemplos citados aqui), as pessoas afastaram o “Modo de Preparo” correto que só estava sendo feito com os “Ingredientes” errados. A maneira de fazer sempre será igual à de Cristo: ensino da Palavra – com seriedade e consagração da parte de quem prega. E da parte de quem ouve: que facilite isso ao pregador como em Atos 6:1-7; neste sentido e ainda mais amplo, conforme cada século.

O tempo dado à pregação é pouco em relação aos avisos, mostragem de fotos, vídeos e afins. Creio que são necessários, não há qualquer mal nestas coisas, mas sem retirar da Palavra o Seu lugar de direito, nos ajuntamentos daqueles que abraçaram uma fé que precisa da Bíblia iluminada pelo Espírito Santo, pela graça de Deus, e em Nome de Jesus, para ser vivida e testemunhada.

E, trazendo estes conteúdos (discipulado e escola dominical) para a culto também auxilia outra questão: nem todos têm tempo hoje de vir ao culto + escola dominical + estudo bíblico durante a semana + mais cursos + grupos + reuniões (infindáveis), mais, mais, mais…O tempo é muito escasso, E O PERÍODO PASSADO NA IGREJA DEVERIA SER BEM APROVEITADO, na minha opinião. Creio que agradaria a muitos – e ao Céu, sobretudo – que o culto fosse reformulado, pensado como uma escola, mais do que… do que… não sei no que é inspirado hoje. Ajudaria a ter mais pessoas na igreja, principalmente aos novos convertidos – pois todos tem pouco tempo, e eles vem de um ritmo diferente e precisam se apegar a fé. Não me diga que “temos que dar mais tempo a Deus”, todo o tempo é para Deus, o do trabalho, o da família, o do lazer… Mas não é possível construir uma estrutura de igreja hoje pensando na estrutura da sociedade do passado que usava o tempo de forma diferente. Face as exigências de hoje, até para o trabalho, as coisas são distintas, pois para cumprir esta parte da vida humana e cristã demanda-se bastante tempo de preparo e estudo, e as pessoas vão fazer mesmo cursos e faculdade, e ponto final. Traga o trabalho para sua fé e você já estará fazendo mais coisas para Deus, servindo a Ele, à sociedade e à criação – e que a igreja inclua isso também na sua mentalidade e PRÁTICA ECLESIÁSTICA – e já teremos bastante coisas para fazer – porém com foco, propósitos, proximidade com Deus e resultados! Não falo aqui de escravidão do trabalho, mas da realidade das mudanças de hoje, e as adaptações necessárias – sem perder a fé, naturalmente, mas é uma realidade. O cristianismo cresce junto com isso, engloba todas as coisas em cada século, pois “dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.36)

“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). [Nem o trabalho].

Retomando, embora o assunto esteja no contexto da postagem, basta ver como Jesus fazia um culto. Veja o culto feito no Sermão do Monte em Mateus 5, 6 e 7. E por falar nele, que tal voltarmos ao ensinos, refrisarmos, reforçarmos (posto que os ensinamentos cristãos precisam de tempo para serem praticados a altura do que Deus espera – até para entendermos que isso se dá pela graça, o que pode demorar (!)) no lugar de todo domingo ter uma “palavra nova”. Que tal persistência, no lugar de “lançamentos e novidades” como em lojas? A fé é diferente.

Acredito muito nos trabalhos do tipo grupo de homens, de mulheres, de jovens, adolescentes, terceira idade… DESDE QUE SEJAM FEITOS COM SERIEDADE MESMO, – E COM A PALAVRA, não com egos inflados de lideranças com vaidade e conteúdo ralo de “engana bobo” para “matar tempo” e “encher igreja”, “aumentar frequência” – tô fora!.

Desculpe, mas falta seriedade nas igrejas, ao menos em muitas delas. Querem muito sorriso, muita comunhão e show, mas pouca reverência a Cristo – que deveria estar na comunhão, no sorriso… Os cristãos já não tem mais a firmeza das Escrituras, nem se influenciam mutuamente para isso. Vivem uma vidinha morna e evangelizam, ganham algumas almas que são aguadas depois, e que não têm referência e testemunho.

Ainda existem os que se alimentam e dão de comer “tutano” e “bom pasto” do Evangelho, e fazem diferença no mundo. Os demais, tem aquele estilo da tribo gospel urbana levada pela onda do mercado crente, formado por pregadores e comerciantes de produtos evangélicos que visam só o giro do mercado neste século.

Boa parte da solução está no que propus desde a linha inicial.

NOTA: Quando me refiro a conteúdo do “discipulado ou escola dominical”, estou falando de material coeso e teologicamente formado, com fervor do Espírito e graça abundante.

Soli Deo gloria.

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