PASTOR OU CICERONE DE EVENTOS? – Algumas idéias afins

Aos que tem o dom: fomos chamados para pastorear, dar ao rebanho alimento sólido da Palavra de Deus. Somos aqueles que se dedicam ao estudo da Palavra, a ouvir as pessoas e intervir no que for preciso, pelo Espírito Santo do Senhor. Aqueles que se comprometeram a ter uma vida simples, mas que por isso mesmo sempre foram surpreendidos ao mesmo tempo, pelo Senhor, com coisas boas no seu devido tempo, para si e sua família, mas não buscadas, porém dadas por Deus, cada um de uma forma.
Precisamos ter eventos? Sim, a Igreja propõe eventos, mas não o chamado por Deus para ser pastor. Em que sentido? No de estar à frente das tarefas e esquecer todo o meu chamado e missão para me dedicar só a isso. Pastor é responsável pela Palavra do Senhor, por orar, por estar consagrado para este fim. Claro, numa igreja pequena, começando, é diferente e pastores acumulam funções, mas deve ser só por um tempo estar à frente disso, depois deve passar este bastão, útil e necessário (mas se for feito com coerência, não como distração apenas).
Por que não parar com os eventos? Porque são necessários ao povo de Deus!! DESDE QUE promovam a Palavra para uso na prática, esclareçam dúvidas, proporcionem comunhão ao corpo de Cristo em oportunidade única muitas vezes, e saudável. Desde que haja oração “orem continuamente” 1 TS 5.17; “quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões” 1 TM 2.8. Desde que tais eventos sejam uma bênção: canonicamente, espiritualmente.
Eventos são excelentes para a fé desde que feito com objetivos CLAROS e FIRMES. A Igreja não é um clube para fornecer só entretenimento e descanso, ou isso e a Palavra de Deus em segundo plano. Somos a Igreja de Cristo!!! Precisamos agir como tal!!!
Nossos eventos são para estarmos mais firmes e conscientes da fé que abraçamos (também não é só para nos confraternizarmos com os irmãos), é para “turbinar” a fé (claro: uma fé já alimentada no cotidiano, com a Palavra e oração), para avaliar a prática e fazer uma boa troca (então sim, você tem mais uma forma de comunhão com o irmão, e bem saudável para ambos!!). Depois, você pesca, nada, come junto… a beleza da fé cristã, abaixo do próprio Cristo, é vivermos em união, o que Ele nos proporcionou.
Comunhão com o irmão não é só conversar com ele, falar do que comprou (…), mas é antes falar de Cristo, do Pai, do Espírito, da Palavra e da dificuldade de cumpri-la muitas vezes, de contar as bênçãos e milagres vividos (não discussão de Bíblia e doutrinas), uma TROCA. Estive em um retiro no carnaval (ver post) onde tivemos um irmão que a todo tempo aproximava-se de nós e contava, às vezes com os olhos cheio de lágrimas, os milagres que ele via do Senhor. Precisamos nos alimentar – e continuamente, no cotidiano – do conteúdo da fé cristã entre nós; não adianta apenas sermos bonzinhos uns com os outros, precisamos ser fortes.
O problema que temos hoje é que, como dizem que muita coisa não tem problema, alargamos a vigilância e não vigiamos com o Cânon (a Bíblia).
Aos pastores que gostam de promover eventos e mais eventos, mas não como uma estratégia da igreja para alimentar o rebanho (a estes não me dirijo, conheço pessoas sérias): você não é cicerone de eventos, relembre uma tomada de atitude do Cânon:
1 – Identificação de um problema na Igreja: Atos 6.1. “Naqueles dias, crescendo o número de discípulos, os judeus de fala grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimento”.
2 – Avaliação dos líderes junto com os discípulos: Atos 6.2. “Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: ‘Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas'”.
3 – Decisão alinhada com os propósitos de Deus: Atos 6.3-4. Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra”.
4 – Execução: Atos 6.5-6. “Tal proposta agradou a todos. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, além de Filipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Pármenas e Nicolau, um convertido ao judaísmo, proveniente de Antioquia.
Apresentaram esses homens aos apóstolos, os quais oraram e lhes impuseram as mãos.”
5 – Resultados: Atos 6.7. Propagação da Palavra e da fé. “Assim, a palavra de Deus se espalhava. Crescia rapidamente o número de discípulos em Jerusalém; também um grande número de sacerdotes obedecia à fé”.
Há a necessidade das pessoas que cuidarem dos eventos serem de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria”
para que os pastores possam passar a eles essa tarefa, orar e os consagrarem, e então dedicarem-se à oração e ao ministério da Palavra, até para o próprio evento, por exemplo, ser uma bênção.
Sei que alguns pastores acabam dedicando-se a outras coisas que tiram o seu foco, em função da orientação da própria igreja deles… mas deveriam orar e dedicarem-se à Palavra, e muitos querem.

Vamos orar por uma igreja melhor.

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