Seja mais pé no chão!

Viver a vida real, com praticidade e sem muitas expectativas ou metas utópicas, pode ser caminho para crescimento pessoal e profissional.

Por Benedito Braga 

Idealizar, planejar e realizar. Essas três ações concretas podem favorecer o crescimento pessoal, além de tornar a vida mais simples e sem tantas frustrações. A ideia é defendida pela psicóloga Laura García Agustín, diretora do Centro ClaveSalud, em Madri, Espanha, um dos mais renomados da Europa na área de Psicologia Clínica. Para ela, a atitude com que se enfrenta uma situação ou se resolve um problema define o resultado do que fazemos e o sucesso perante os desafios da vida. Afinal, quanto mais longe estamos da realidade, mais nos aproximamos do fracasso, da frustração e do mal-estar.

Recentemente aprovado em concurso para delegado de polícia, Fábio Meireles (foto) acredita ser fundamental ter “pé no chão” e concentrar atenção nos objetivos que considera prioritários

Nas palavras da psicóloga espanhola, manter os pés no chão e levar uma vida mais pautada na prática que na teoria seriam o segredo para preservar o contato com a realidade e superar problemas do cotidiano. Segundo Laura, a prática, ou seja a ação, costuma ser um dos melhores “mestres”, porque põe o indivíduo em contato com a vida real e seus empecilhos, impulsionando-o a resolvê-los. Além disso, a aprendizagem baseada na tentativa e erro fica gravada na consciência, permite que os rumos sejam corrigidos e possibilita a descoberta e a exploração de habilidades e recursos.
Desenvolver uma atitude realista, algo do que nunca se peca em excesso porque é positivo, é uma das grandes chaves da saúde psíquica. De acordo com a psicóloga Alba Lucínia, manter o pensamento positivo e os “pés no chão”, ou seja, dentro da realidade, é fundamental para a quem deseja adquirir confiança própria. “Acreditamos que somos capazes, nos sentimos úteis e sentimos seguros nas relações interpessoais”, explica. Por isso, equivocar-se, sofrer tropeços e descobrir lacunas e incapacidades não devem ser motivos de frustração ou de percepção de fracasso. Pelo contrário, devem ser encarados como motivação para melhora.
Foram justamente as mancadas que ajudaram a promotora de crédito Elisângela Sousa Pereira, 24, a mudar de postura e adotar um comportamento mais realista e prático. Acostumada a sofrer antecipadamente com expectativas e a depositar esperança demais em questões por vir, ela resolveu parar de sonhar ou planejar em excesso e colocar em prática as medidas necessárias para seus objetivos. “A gente aprende muito quando quebra a cara”, resume. Casada, ela adotou a mesma postura em casa, ajudando o marido a manter os planos mais perto da realidade. “Ele é mais sonhador que eu. Muitas vezes, sou eu quem puxa ele de volta para o mundo real”, diz.
Hoje, Elisângela passa por menos frustações, já que não deposita esperanças em planos fora do alcance. “Se não tem como resolver de um jeito, procuro outra forma, mas não fico remoendo”, diz. Com isso, ela reduz o impacto emocional que determinados fatos produzem, já que sabe como encará-los sem desesperança nem exageros, dando a cada situação o peso e a importância que realmente tem. “Quando saímos da realidade, criamos expectativa sobre o que não podemos realizar. Com isso, vem a sensação de fracasso, frustração, sentimento de impotência e baixa autoestima”, pondera a psicóloga Alba Lucínia.  
BENEFÍCIOS
Ser realista e prático tem múltiplas vantagens e efeitos positivos, entre eles, o reconhecimento das próprias capacidades e limitações. Essa postura elimina ou reduz a possibilidade de disputas e de falsas expectativas e facilita o crescimento emocional, pessoal e profissional, de acordo com Alba Lucínia. Além disso, o excesso de teoria e a pouca prática tendem a se transformar em passividade. “Tudo o que está além do que podemos realizar gera frustração e pode fazer com que nos tornemos passivos”, diz a psicóloga. Sendo assim, a teoria é necessária em dose certa, mas deve ser transferida para o mundo real, para que seja realmente proveitosa.

Duas situações práticas que são fundamentais de abordar com realismo são: fazer uma lista de objetivos e estabelecer o aproveitamento do tempo. Assim, os problemas podem ser solucionados com mais rapidez e eficácia. Quem acredita que só possui tempo hoje, por exemplo, precisa estabelecer prioridades e graus de importância para desfrutar deste tempo disponível, evitando as postergações e as ligações com o passado, que geralmente só fazem sofrer.

Sabendo disso, o bacharel em Direito Fábio Meireles Vieira, 23, tido pelos amigos como centrado, responsável e “pé no chão”, decidiu adotar uma postura realista e planejada, sempre levando em consideração as possibilidades, prós e contras de suas decisões, das simples às complexas. “É importante sonhar, mas ter o pé no chão é fundamental para alcançar esses sonhos”, aconselha. Por isso, o jovem concentra sua atenção naqueles objetivos que considera prioritários, buscando a melhor maneira de alcançá-los. “Se o que desejo está dentro da minha esfera de possibilidades, corro atrás. Isso pode exigir certa dedicação, persistência e sacrifício, mas o resultado é gratificante”, conta.
Para Alba Lucínia, manter uma atitude assertiva é outro segredo para uma vida sem frustrações. “É importante buscar facilidades, potencialidades e capacidades dentro de nós”, aponta. Pelo menos para Fábio, essa postura tem gerado bons resultados. Correndo atrás dos sonhos possíveis e realizáveis, ele acredita que cada um é responsável por criar seu próprio tempo e que não vale a pena esperar uma “hora vaga” para investir no que se deseja. “Corro atrás, faço sacrifícios, invisto tempo, sempre acreditando que vai valer a pena”, finaliza ele, recentemente aprovado em concurso para delegado de polícia.

SEJA MAIS PRÁTICO(A)!

Veja o caminho para ser mais prático e realista, reduzindo a possibilidade de disputas ou falsas expectativas.

• A teoria é necessária em sua medida certa, mas deve ser transferida para o mundo real, para que seja realmente proveitosa.

• Sofrer tropeços e descobrir lacunas e incapacidades não deve ser motivo de frustração ou de percepção de fracasso.
• As falhas representam uma valiosa aprendizagem. A partir delas, você corrige o rumo, descobre habilidades e recursos e se torna mais forte psicologicamente.
• A percepção desajustada da realidade dificulta relacionamentos e o alcance dos objetivos perseguidos.
• Planeje. As decisões mais acertadas são tomadas com antecedência.
• Ao estabelecer propósitos ou planejar objetivos é importante fazer uma avaliação o ponto de partida, os recursos e o destino.
• Se com o que possui é possível conseguir o que propõe, é preciso passar para a ação. Caso contrário, prepare-se mais antes de agir.
• Ao distribuir nosso tempo, é preciso analisar a importância que damos ao trabalho, ao dinheiro, ao lazer e a outras áreas da vida. Devemos avaliar custos e benefícios.

Fonte: http://www.dm.com.br/

Um comentário em “Seja mais pé no chão!

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  1. 'Devemos avaliar custos e benefícios' ?

    muita teoria na idéia da praticidade,o dificil é acha espaço para encarar a real vida real e aplica essa teoria na prática.Uma vida editada? seria muito bom…mas isso só vende.deve ajudar alguém..
    sem fracasso,sem psicopatas? poh que chato isso.isso sim é utopia.. tudo tem haver com auto conhecimento..fé em si mesmo..coisa desse tipo..sem bla bla bla..

    Curtir

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