Praticando a espiritualidade nos atendimentos

Nossos treinamentos nas empresas abordam sobre como lidar com o cliente durante o atendimento, no entanto não citam como o profissional que está fazendo o atendimento pode lidar consigo mesmo no tempo que passar com o cliente.
As Escrituras colocam o relacionamento humano na mesma importância do relacionamento com o Divino[1]. Mas “amar ao próximo como a ti mesmo” é um mandamento com dois destino: o outro e você. Não é fácil lidar com pessoas; por mais que tentemos colocar isso de uma maneira simpática, o assunto é sério. Diante de um atendimento temos alguns aspectos a lidar: nós mesmos e nosso comportamento, a pessoa atendida e o comportamento dela, além da necessidade humana a ser negociada, nosso trabalho (Gn 3.19).
Sem máscaras, sabemos que temos alguns atendimentos bastante difíceis, sobretudo os que envolvem boas negociações, mas péssimo comportamento da pessoa atendida. Neste momento não precisamos saber apenas como lidar com o “cliente difícil”, mas como lidar conosco mesmo durante o processo. Ali está envolvido nosso ganha pão e um relacionamento. Lidamos com pessoas ansiosas, mal educadas, nervosas, indecisas, prontas para atacar, como que trazendo a tona toda a angústia da alma, acumulada de outros relacionamento (familiares, profissionais…). São elementos como: odio, discórdias, ira, inimizades, brigas, acesso de raiva, ambição egoísta. Naturalmente um cristão reconhece esses elementos, que são as obras da carne, em Gálatas 5.19-21 e ninguém gosta de ser alvo deles, conquanto para empreender muitas tarefas isso seja necessário. A vida de Cristo ilustra o pensamento, o fato dEle ter tido ajuda de Deus para lidar com isso é uma esperança.
Com os estudiosos em marketing recebemos necessárias lições, porém todo cristão sabe algo a mais sobre como lidar com esse comportamento difícil, ou as obras da carne, manifestas em todo ser humano. É possível controlá-las apenas pelo Espírito: “se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (Rm 8.13b). Normalmente nos dizem: “o profissional deve ouvir todas as objeções até o fim, sorrir, e então fazer assim: “1…, 2…” e relacionam uma série de “passos” que o profissional deve seguir e também dizem que o mesmo deve criar uma ‘proteção’, uma ‘blindagem’ e não se deixar ser influenciado por pessoas negativas ou pelo cliente. Mas o homem sofre influência direta dos seus relacionamentos, conforme a filosofia, psicolologia e a BÍBLIA[2]. O que nós, profissionais cristãos, temos e que é desconhecido pelo mundo secular é o fruto do Espírito. E mais: o fato de poder usá-lo para atender os clientes e usar nosso treinamento. A palavra “fruto” colocada no texto bíblico indica resultado de andar com o Espírito Santo, e não “algo à parte” que recebemos dEle. Acontece por orar apenas visando comungar da presença do Divino, recebendo a influência dEle, então diferenciando o lidar com os outros e conosco mesmo, o que nos proporcionará mais sucesso profissional, e maior para Glória para Cristo.
Notas:
[1] “E o segundo [mandamento], semelhante a este é: ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’”. Mateus 22.39
[2] Exemplo de influência: “Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico, para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma.” – Provérbios 22.24-25. Para chegar a ser como ele, o texto naturalmente coloca como alguém que acompanha o outro Contatos não chegam a ser um laço para a alma, mas podem perturbar a mesma que esteja sem a prática da espiritualidade e vários contatos assim somam uma influência contínua.

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