Perseguição urbana

“Digo isso porque eu não estarei por perto para auxiliá-lo muito tempo mais. Meu tempo está quase terminado. Daqui a pouco eu estarei a caminho do céu. Muito tempo lutei incansavelmente por meu Senhor e no meio de tudo eu me conservei fiel a Ele. E agora chegou a hora de eu parar de lutar e descansar. Lá no céu me espera uma coroa, a qual o Senhor, o justo juiz, me dará naquele grande dia do seu regresso. E não só a mim, mas a todos aqueles cujas vidas mostram que eles estão aguardando ansiosamente a sua vinda outra vez”- 2 Timóteo 4.6-8, Bíblia Viva.
No livro Introdução ao novo testamento, os autores Carson, Moo e Morris, comentam que na segunda carta que Paulo enviou à Timóteo, ele nos mostra a maneira como um mártir cristão deve enfrentar a morte, mas observam o seguinte a cerca desta contribuição de Paulo:

Aqueles que vivem confortavelmente em comunidades seguras não devem fazer pouco caso desta contribuição, pois em muitos países com governos anti-cristãos, as pessoas ainda morrem por sua fé. Alías, uma recente nota jornalística nos informa que na nossa era uma média de 330.000 cristãos são martirizados anualmente por sua fé, o que significa que hoje em dia talvez haja mais mártires do que em qualquer outro período da história.¹

Morrer por Cristo é uma realidade distante para a maioria dos jovens urbanos do ocidente. Mas podemos chegar a afirmar que nenhuma perseguição sofrem os jovens urbanos? No Brasil não podemos dizer que nos discriminam por sermos evangélicos, embora esta tenha sido uma realidade no passado, vemos que desfrutamos de status social por termos abraçado a fé. Em parte, ai reside nosso problema. Mas ainda temos alguma perseguição, ocorre quando somos evangélicos de fato, no momento em que nossa ética, integridade, moral e fé são confrontados e não quando simplesmente nos perguntam de qual “religião” ou Igreja nós somos. No colégio ou faculdade o jovem é discriminado por afirmar que aguarda o casamento para iniciar sua vida sexual. No trabalho, em questões como mentir e adulterar, os olhares são de cobrança (mas às vezes num misto de admiração). E mesmo na Igreja acontece uma situação: alguns esperarem que devamos sempre “estar bem”, do contrário somos perseguidos por idéias de que pouco acreditamos no poder de Deus. De alguma forma somos perseguidos por cobranças, em gestos e olhares, numa linguagem não verbal, mas uma perseguição comportamental.
Mas, que relação existe no ensino de Paulo demonstrado acima com nossa realidade, você pode estar se questionando, afinal. Todos os que são perseguidos pelo Evangelho, o fazem dignamente, conscientemente e de maneira firme, assim, a mensagem que podemos tirar, para nossa reflexão de perseguição urbana, é: enfrentá-la da mesma maneira, com o poder do mesmo Espírito Santo, trazendo tal prática de comportamento cristão para a vida na cidade, enfrentando as situações com serenidade e fé, jamais esquecendo que conseguimos isso pela graça.
Por Leandro Hüttl Dias
Anotações:
¹CARSON, D.A et al. Introdução ao novo testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997.

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